Plataforma comandada por Casimiro Miguel foi alvo de decisão do Conar sobre publicidade de apostas e também ficou fora da primeira rodada de negociações pelos direitos da Copa do Brasil.
A CazéTV viveu um dos momentos mais delicados de sua trajetória nesta semana. Em poucas horas, a plataforma comandada por Casimiro Miguel enfrentou dois acontecimentos que repercutiram no mercado esportivo e publicitário.
O primeiro deles veio do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que concedeu medida liminar recomendando a suspensão de ações publicitárias envolvendo casas de apostas exibidas durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.
As representações atingem campanhas realizadas para as empresas KTO, Betnacional e Bet365, apresentadas ao longo das partidas por narradores, comentaristas e apresentadores da própria CazéTV.
Segundo o Conar, a medida busca avaliar se as campanhas poderiam ter induzido o público a uma percepção inadequada sobre as chances de ganho nas apostas, sem destacar de forma suficiente os riscos envolvidos.
Embora as promoções já tenham expirado, o órgão entendeu que a recomendação serve como parâmetro para futuras análises sobre esse tipo de publicidade.
O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária determina que campanhas de apostas devem identificar claramente seu caráter comercial, evitar mensagens que transmitam ideia de lucro garantido e informar os riscos da atividade, além da restrição para maiores de 18 anos.
Fora da primeira rodada
Pouco depois da repercussão da decisão do Conar, outro revés surgiu no mercado de direitos esportivos.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou as primeiras negociações para a comercialização dos direitos de transmissão da Copa do Brasil entre 2027 e 2030 sem incluir a CazéTV entre as empresas convidadas para essa etapa inicial.
Participaram das reuniões representantes da Globo, SBT, Record, Amazon, TNT Sports, Paramount e Disney.
Segundo a publicação, a ausência da CazéTV estaria relacionada a divergências de bastidores entre a CBF e a Livemode, empresa parceira da plataforma.
Até o momento, não há indicação de exclusão definitiva das negociações.
Novo modelo
A intenção da CBF é reformular completamente a comercialização da Copa do Brasil.
A entidade pretende dividir os direitos em diferentes pacotes de transmissão, permitindo que mais de uma empresa participe do processo e aumentando a concorrência.
A expectativa é elevar a arrecadação da competição para cerca de R$ 1 bilhão no próximo ciclo contratual, valor superior aos aproximadamente R$ 700 milhões obtidos nos contratos atuais.
Enquanto isso, a CazéTV acompanha os desdobramentos em duas frentes: a análise do Conar sobre a publicidade de apostas e a possibilidade de participar das próximas etapas da negociação pelos direitos da Copa do Brasil.

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