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Camisa 10 anotou hat-trick e comandou vitória na noite desta terça-feira, em Kansas City; ao lado do alemão, torna-se o maior artilheiro da história dos Mundiais
É preciso aproveitar toda e qualquer chance. Em campo, para marcar. Mas, especialmente, para quem está do lado de fora, de apreciar. Desfrutar. Tudo indica que esta deve ser a última Copa de Messi. E, na primeira das últimas vezes, mais um recital para a história. 
Na estreia da Argentina, show de Lionel: o camisa 10 anotou um hat-trick (seu primeiro em Mundiais), e comandou a goleada por 3 a 0 sobre a Argélia, nesta terça (16), em Kansas City. 
Os gols foram históricos para Messi. Isso porque, com os três gols marcados, ele chegou a 16 em Copas. Assim, igualou o recorde do alemão Miroslav Klose, que deve ser pulverizado pelo argentino nesta edição do Mundial. 
Com o resultado, a Argentina largou na liderança do Grupo J da competição. Já na madrugada de quarta (17), a Áustria venceu a Jordânia por 3 a 1, em Santa Clara, fechando a primeira rodada da chave. 

Jogo
O início do jogo foi de gols anulados de parte a parte. Primeiro, Messi teve frieza para mandar para a rede, mas o VAR flagrou impedimento. Antes dos 10 minutos, foi a vez da Argélia marcar, mas também com seu jogador em posição irregular. Foi a vez dos argentinos comemorarem como se fosse um gol.
Mas foram necessários apenas 17 minutos para Messi começar a colocar seu nome na história de mais uma Copa do Mundo. Ele recebeu na intermediária da área, avançou e fuzilou de canhota. O goleiro argelino Luca Zidane, filho do craque francês, até encostou na bola, mas não conseguiu evitar o 14º gol de Messi em Mundiais. 
Depois do gol, a Argentina até ensaiou uma pressão em busca do segundo gol. Mas isso não durou muito e, a partir da segunda metade do primeiro tempo, a Argélia equilibrou as ações. Nada que fosse suficiente, no entanto, para mudar o placar da partida até o intervalo. 
No vestiário, Lionel Scaloni fez uma troca para a segunda etapa. Na lateral-direita, sacou Montiel para colocar a campo Molina.
Na necessidade de igualar o marcador, a Argélia se atirou ao ataque. E sofreu com os espaços deixados: primeiro, De Paul teve a chance em contra-ataque, mas desperdiçou com um erro de passe. Depois, Messi achou Lautaro Martínez, que finalizou rasteiro e obrigou Zidane a fazer boa defesa. 
O poderio ofensivo da Argentina, reforçado por Nico González e Julián Alvarez, logo se transformou em vantagem ainda maior. E, de novo, com Messi, aos 14 minutos. Ele aproveitou rebote do goleiro, após chute de Mac Allister, e tocou no canto, para igualar a marca de Ronaldo.
Minutos depois, por muito pouco, o hat-trick escapou. De novo, ele saiu na cara do gol. Bateu forte, alto, mas dessa vez Zidane estava atento para espalmar para escanteio. 
Mas Messi não perde batalhas com a história. Na outra chance que teve, não desperdiçou. Aos 30, saiu na cara do goleiro, e bateu no canto direito para consumar o hat-trick e igualar o recorde de Klose. 
Com o hat-trick consumado, era preciso que o Arrowhead retribuísse tudo que presenciou. Quando a placa de substituição subiu com o número 10, o estádio se uniu em aplauso. E Messi deixou o campo assinando mais um capítulo para sempre na história das Copas. 

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